E aí pessoal, tranquilo?
Bom esse post veio sem tirinha porque achei que não teria muito sentido fazer uma piada sobre o assunto, até porque todo mundo já fez.
Acho que muita gente esperava que eu dissesse o que eu vou dizer, mas duvido que alguém realmente entenda o por quê. Mas vamos lá, vou aproveitar esse espaço que eu criei - para os poucos de vocês que lêem esse blog - e expressar um pouco do meu ponto de vista.
Primeiramente, como todos sabem, o Steve Jobs morreu essa semana que passou e tá o maior hype de homenagens e exaltação a ele. Como a maioria dos que me conhecem sabem, eu não sou um fã da Apple, mas admito que o cara era foda. Meu problema é que de todo mundo que adora a Apple e considera o Jobs um deus, poucos realmente sabem o impacto desse cara para a sociedade atual, só o admiram por fazer os produtos que eles tanto querem ter, como o iPhone, o iPod e o iPad (coisas pelas quais dificilmente poderiamos considerá-lo como o único responsável). A influência de Jobs é muito anterior e muito mais importante que isso, tem a ver com o lançamento do Apple 2 e a revolução do computador pessoal, além de muitas outras coisas. No entanto esse não é o intuito do post.
Eu sou extremamente contra qualquer tipo de adoração e endeusamento. Acho que ninguém é digno desse tipo de coisa, nem mesmo um cara como o Steve Jobs. Nós perdemos muito tempo admirando outras pessoas e tentando nos igualar a elas quando poderíamos fazer coisas relevantes, explorar nosso verdadeiro potencial. Muita gente está lamentando a sua morte como se ele fosse um parente da família, o que é ridículo, porque se algum desses fãs tivesse morrido antes, (o que pode ter acontecido) não afetaria em nada a vida dele, ele não choraria por essa pessoa, pois NÃO conhecia esse fã, do mesmo jeito que o fã NÃO conhecia ele, não importa o quanto ele era fã do Jobs, ele não conhecia a pessoa por trás do enunciador. Eu acho que nós temos que parar de criar esse tipo de vínculo com os nosso ídolos, pois não é real, é uma coisa unilateral, não é recíproca.
Citando o próprio Steve Jobs, "o seu tempo é limitado, então não o desperdice vivendo a vida de outra pessoa, não caia na armadilha do dogma, que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa, não deixe o ruído da opinião alheia sufocar a sua voz interior e o mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição". Então eu proponho que comecemos a ouvir os conselhos desse cara - que todo mundo está tentando seguir os passos - e começar a tentar traçar nossos próprios caminhos. Chega de fazer as coisas porque alguém nos disse para fazer, chega de tentar se enquadrar, de se encaixar nos grupos, vamos começar a pensar por nós mesmos e fazer o que realmente queremos, vamos começar a pensar além de grupos e quadros e passar a viver a experiência do indivíduo.
Portanto, eu proponho que homenageemos esse grande visionário que foi Steve Jobs, por deixarmos de lamentar tanto a morte dele - ou de todos os nossos ídolos - ele se foi, acontece, faz parte da vida, é uma pena, mas é natural. Tudo o que eu tenho a dizer é: boa sorte, a gente se vê do outro lado.
haha, agora faz um artigo da palhaçada das imagens de desenho animado do facebook...
ResponderExcluirconcordo, mas acho que nada mais justo (?) que num mundo como o atual, o cara que criou o iPhone ser mais lembrado que, sei lá, um líder religioso qualquer. não que eu ache isso "certo", mas faz sentido.
ResponderExcluirobs: troquei meu avatar tbm :(